Monitoramento do uso da terra

Por que fazemos isso?

O combate aos riscos de desmatamento e conversão começa com uma imagem transparente e confiável do local de plantio e processamento de soja.

Ao rastrear a soja até a fazenda de origem e conseguir identificar sua ligação com desmatamento, conversão ou outros riscos ambientais ou sociais ao nível de fazenda, os membros do SCF podem direcionar esforços para onde eles mais importam, bem como medir o progresso na eliminação do desmatamento e a conversão causados pelo cultivo de soja no Cerrado.

Onde estamos

Rastreabilidade até a fazenda para fornecedores diretos

Todos os membros atingiram a meta mínima de 95% de rastreamento da soja até a fazenda onde foi cultivada e comprada diretamente pelos membros do SCF.

Uma abordagem setorial para o engajamento de fornecedores indiretos

Com base no mapeamento de fornecedores indiretos até o primeiro ponto de agregação, os membros do SCF desenvolveram um protocolo coletivo para engajar seus fornecedores indiretos e aumentar a sua capacidade de monitoramento. Segundo novos dados de desempenho, quase todos os membros alcançaram 100% de rastreabilidade de fornecedores indiretos até o primeiro ponto de agregação.

Em uma atuação coletiva, os seis membros do SCF enviam um sinal de mercado comum e reforçam a posição setorial do SCF como normatizadora (standard-setter), trabalhando em estreita colaboração com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) para agregação de dados.

O novo protocolo

  • As seis empresas enviaram para a ABIOVE uma lista de cinco ou mais fornecedores intermediários nos 61 municípios-foco. Esses fornecedores foram selecionados com base na maior parte de volumes de fornecimento indireto comprados pelos membros do SCF que eles representam.
  • A ABIOVE consolidou as listas e classificou esses intermediários de acordo com o número de membros do SCF com os quais fazem negócios.
  • O engajamento dos intermediários será feito pela ABIOVE e por representantes das empresas seguindo uma abordagem em três etapas que inclui:
      1. Aumento da conscientização, garantindo que os intermediários recebam uma introdução aos objetivos e às etapas do processo de engajamento.
      2. Avaliação por meio de uma análise da capacidade do fornecedor indireto de implementar sistemas de rastreabilidade e monitoramento.
      3. Desenvolvimento conjunto de um plano de ação por meio da criação de um roteiro personalizado para desenvolvimento da capacidade de rastreabilidade e monitoramento, incluindo as implicações orçamentárias da implementação.

No total, 19 fornecedores indiretos foram relacionados, variando de dois a seis o número de empresas que fazem negócios com eles. O objetivo dos membros do SCF é engajar pelo menos 50% desses intermediários, em parceria com a ABIOVE, até dezembro de 2022.

Soja livre de desmatamento e conversão (DCF)

A rastreabilidade não é um fim em si mesma. Ela serve como uma prestação de contas sobre as informações sobre o uso do solo associado à produção de soja, atestando os esforços dos produtores de soja e do agronegócio para dissociar a produção do desmatamento e da conversão da vegetação nativa no Cerrado brasileiro.

Essa abordagem em duas etapas tem como base a metodologia publicada em nosso relatório de dezembro de 2021: primeiro, ela fornece um indicador de desempenho individual baseado nos dados da empresa. Em seguida, usando dados de fontes externas, um indicador avalia o progresso feito a nível de paisagens.

Os volumes de soja não rastreáveis serão contabilizados como cultivo de soja DCF não verificada, representando um incentivo para os membros do SCF expandirem a rastreabilidade em suas cadeias de fornecimento de soja, principalmente para fornecedores indiretos. Essa divulgação considerará a verificação de primeira parte, ou seja, informações que são validadas por outras pessoas que não as envolvidas no monitoramento da operação ou entidade que está sendo avaliada.

O desempenho dos membros do DCF no indicador de DCF está disponível nas páginas individuais das empresas, que podem ser acessadas clicando nos logotipos das seis empresas abaixo.

A nível de paisagem, 99,68% da produção de soja no ano safra 2020/21 está livre de conversão de vegetação nativa, ocorrida em 2020, nos 61 municípios-foco que definem o nosso escopo. Esse número foi calculado com o apoio da Agrosatélite por meio da aplicação da metodologia descrita na seção Metodologias e Referências. As fontes de dados desse cálculo incluíram:

    • Produção média do município nos últimos três anos-safra (2017/18, 2018/19 e 2019/20) com informações disponíveis do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística);
    • Dados de conversão do PRODES Cerrado 2020, com a adoção do limite de 25 hectares como área mínima convertida; e
    • Área de cultivo de soja do estudo da Agrosatélite comissionado pela ABIOVE para o ano-safra 2020/21.

Responsabilidade pública sobre os dados de rastreabilidade e de desempenho nos indicadores de soja livre de desmatamento e conversão

Para fornecer total credibilidade e atestar a qualidade dos dados de rastreabilidade que as empresas usam para medir o progresso individual no monitoramento dos volumes de cultivo de soja DCF, os membros do SCF estabeleceram um protocolo de verificação padronizado.

O protocolo será realizado anualmente, no ano civil anterior ao ano atual da divulgação (por exemplo, os KPIs divulgados em 2022 referem-se ao ano civil de 2021).

Em relação à definição em uso, “verificação” considera que as informações são validadas por outras pessoas que não as envolvidas no monitoramento da operação ou entidade que está sendo avaliada. Além disso, “verificação de primeira parte” considera que a verificação é realizada por pessoas da mesma empresa que não participaram das operações que estão sendo verificadas, enquanto a “verificação de terceira parte” abrange uma entidade independente que não presta outros serviços à empresa que está sendo auditada.

Esta é a nossa linha do tempo do progresso:

    • Junho de 2022: analisar a divulgação de desempenho de DCF por meio de verificação de  primeira parte (dados da empresa de 2021; dados do PRODES de 2020).
    • Dezembro de 2022: analisar a divulgação de desempenho de DCF por meio de verificação de terceira parte dos fornecedores diretos.
    • Dezembro de 2022: divulgar uma meta para a verificação de terceira parte de fornecedores indiretos.

Nota: a metodologia publicada em dezembro de 2021 pelo SCF para declarar soja originada por joint ventures se aplica a todos os indicadores para os quais a classificação entre volumes de soja diretos e indiretos seja relevante. Consulte mais informações na seção Metodologias e Referências deste relatório.

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Próximos passos

Engajamento de fornecedores indiretos

Engajamento de nove intermediários, em parceria com a ABIOVE, até dezembro de 2022.

Metodologia de reporting de soja DCF

Garantir a melhoria contínua da metodologia de DCF por meio do diálogo com stakeholders externos relevantes.