Monitoramento do uso da terra

Por que fazemos isso?

 

O combate aos riscos de desmatamento e conversão de terra começa com uma imagem confiável da origem da soja. Ao rastrear a fazenda de origem e identificar a sua ligação com o desmatamento, conversão de terra ou outros riscos ambientais ou sociais na fazenda, os membros do SCF podem direcionar esforços para onde eles mais importam, e medir o progresso para eliminar o desmatamento e a conversão de terra para o cultivo de soja no Cerrado.

Onde estamos

Rastreabilidade até a fazenda para fornecedores diretos

Em junho de 2021, o SCF anunciou a ampliação do seu escopo para garantir a cobertura de 70% do risco de conversão da vegetação nativa no Cerrado. Para corresponder a esse propósito maior, os membros se comprometeram a melhorar a precisão das informações de rastreabilidade usando polígonos para monitorar os seus fornecedores diretos (ao invés de pontos de GPS, menos precisos).

Conforme divulgado nos relatórios individuais das empresas, cada membro do SCF tem conseguido rastrear 95% da sua soja produzida no Cerrado até a fazenda para fornecedores diretos. De fato, a maioria dos membros do SCF ultrapassou esse limite mínimo.

Mapeamento de fornecedores indiretos e definição de uma abordagem comum para engajamento

Este ano, a maioria dos membros do SCF também conseguiu mapear 100% dos seus fornecedores indiretos até o primeiro ponto de agregação em todos os 61 municípios-alvo, conforme compromisso assumido em junho de 2021. Com base nesse primeiro passo, o propósito coletivo do SCF estimulará os esforços e o trabalho para fornecer rastreabilidade aprimorada do fornecimento indireto por meio de relacionamentos colaborativos com os fornecedores. Temos orgulho de apresentar a estratégia que os membros do SCF seguirão para engajamento com os seus fornecedores indiretos a fim de aumentar a capacidade de monitoramento

Em 2022, os membros do SCF comunicarão aos fornecedores indiretos (nos 61 municípios-alvo) o trabalho que o grupo realizou até o momento, bem como as expectativas futuras de estabelecer sistemas de rastreabilidade auditáveis para monitorar os seus próprios fornecedores. O processo a seguir mostra como isso será realizado:

  • O SCF fornecerá as diretrizes recomendadas para os intermediários monitorarem as suas fazendas fornecedoras, o que engloba:
        • A coleta de dados de rastreabilidade das fazendas fornecedoras, com base na área total da fazenda (área do polígono baseada no GPS), por meio do sistema de cadastro público brasileiro, o Cadastro Ambiental Rural (CAR);
        • O monitoramento anual das mudanças de uso do solo nas fazendas fornecedoras, incluindo todo o desmatamento da vegetação nativa;
        • O relatório da porcentagem dos volumes comercializados aos membros do SCF que sejam livre de desmatamento e de conversão (de acordo com a metodologia sem desmatamento ou sem conversão de terra (DCF, deforestation- or conversion-free) do SCF).

 O acompanhamento do progresso nessa tarefa terá início em junho de 2022, através da divulgação da porcentagem dos volumes de soja dos fornecedores envolvidos no processo descrito acima. Os membros do SCF esperam divulgar mais dados posteriormente, incluindo os volumes de soja de fornecedores que possuem sistemas de rastreabilidade e monitoramento de suas próprias cadeias de fornecimento de soja. Com essa abordagem gradual, pretendemos compartilhar a evolução dos nossos parceiros na busca por cumprir a meta da cadeia de valor, de prover cadeias de abastecimento de soja transparentes e responsáveis.

O objetivo desse monitoramento é identificar incentivos eficientes que visam intensificar a produção versus expandir o cultivo, o que requer uma área de desmatamento maior. No futuro, os fornecedores poderão ser convidados para ajudar a mapear os pontos críticos de desmatamento, e estabelecer e fornecer incentivos para uma produção sustentável.

Definição de abordagem comum para relatar soja originada por joint ventures associadas

Além disso, o SCF desenvolveu uma metodologia comum para relatar os volumes de soja originados por joint ventures associadas aos membros. Essa metodologia comum se encontra disponível na seção Metodologias e referências e engloba todos os cenários de originação de soja, e orienta as empresas sobre os requisitos de classificação para relatar sobre esses volumes. Com esse marco, o SCF dá um passo adiante em relação à meta de fornecer responsabilidade e transparência para toda a cadeia de abastecimento de soja.

 

Definição de metodologia conjunta para a verificação de soja livre de desmatamento e de conversão

Por fim, as empresas-membro do SCF reforçaram o seu compromisso de fornecer mais informações sobre a medição e o relatório da proporção dos volumes de soja livres de desmatamento e de conversão em todos os 61 municípios-alvo.

A metodologia combina duas camadas de informações:

    1. Um índice da pegada de DCF de cada empresa, por município-alvo, e com base em dados verificados da empresa, e
    2. Um índice geral do SCF em relação à pegada de DCF para todos os municípios-alvo, com base em bancos de dados públicos.

Essa abordagem dupla permitirá às empresas acompanhar o seu impacto individual localmente, assumindo também responsabilidade pública pelo nosso progresso coletivo a nível das paisagens ao longo do tempo.

Os detalhes dessa metodologia se encontram disponíveis na seção Metodologias e referências.

Clique nos logos dos membros do SCF para ver os seus dados individuais

Próximos passos

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Divulgar e relatar a pegada de soja DCF

Além do relatório contínuo sobre os indicadores de rastreabilidade, e considerando o lançamento da metodologia para relatar sobre os volumes do cultivo de soja DCF, os membros do SCF comunicarão informações a respeito das suas pegadas de soja DCF nos 61 municípios-alvo.

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Rastreabilidade de fornecedores indiretos

Em 2022, o SCF começará a divulgar o progresso na rastreabilidade de fornecedores indiretos como um indicador complementar ao índice de pegada de soja DCF.

Responsabilidade pública em relação aos dados de rastreabilidade

Os membros do SCF estabelecerão um protocolo comum para a auditoria dos dados de rastreabilidade publicados (a ser anunciado em 2022).